Redes sociais nas manifestações

As redes sociais têm assumido um papel cada vez mais importante e influente em todo o mundo. Se, nos Estados Unidos, foram ferramenta fundamental para a eleição do presidente Barack Obama e, no Egito, instrumento imprescindível para o movimento que pôs fim ao regime ditatorial de Hosni Mubarak, no Brasil, elas também cumprem função bastante relevante, consideradas como o principal meio de articulação da sociedade para a realização de protestos e manifestações.


Claramente, a internet está sendo fundamental para essas manifestações, foi por meio dela que foi divulgado o que realmente estava acontecendo entre os milhares de manifestantes. Os vídeos caseiros postados na internet ajudaram na legitimidade do movimento. Além disso, desde as manifestações de junho de 2014, as transmissões via streamer também foram usadas como uma forma de defesa contra a violência policial gratuita.

Algumas hashtags são usadas para facilitar a comunicação e a divulgação de informações, como: #Protesto, #VemPraRua e #ChangeBrazil.  

As redes sociais estão contribuindo de três formas:

  •      – Organização, agendamento das passeatas;
  •      – Divulgação das manifestações e das causas do movimento;
  •      – Esclarecimento da população sobre os fatos (esse é o tópico principal)

 

As fotos, vídeos e relatos que circulam pela rede mostram um lado que contradiz as informações publicadas pela mídia. Com a abrangência e velocidade da internet fica cada vez mais difícil para a mídia manipular os fatos.

Com a facilidade de hoje em dia em tirar fotos e postar em redes sociais, muitos fatos aparecem primeiro no Facebook, no Twitter e no Instagram do que nos grandes veículos de imprensa, até porque, convenhamos, a quantidade de pessoas com smartphone hoje em dia é infinitamente maior do que a quantidade de repórteres.

Dessa forma, a quantidade de conteúdo gerada em eventos como esse é muito grande. Além disso, são na maioria das vezes conteúdos que viralizam com facilidade, ou seja, são compartilhados por um grande grupo de pessoas. Como, por exemplo, as imagens de pessoas segurando cartazes com frases de efeito e os vídeos que mostram claramente a violência praticada pelos policiais.

Para termos uma ideia do poder da internet, o Movimento Diretas Já de 1983 começou com 5 mil pessoas em 15 de junho e demorou 10 meses para levar 1 milhão e 500 mil pessoas na Praça da Sé em São Paulo e 1 milhão em frente da igreja da Candelária no Rio de Janeiro.

A manifestação anti-Dilma que ocorreu na Avenida Paulista ontem (15/03), em São Paulo, reuniu, com menos de um mês de programação pela internet, 1 milhão de pessoas, segundo números da Polícia Militar às 15h40m, e foi a maior do país, dentre todas as capitais participantes.